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Saiba mais sobre os efeitos das variáveis de soldagem

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carolchaim

24/10/2016

31/05/2026

3 min de leitura

Quando falamos em soldagem, há uma série de fatores que podem influenciar no resultado final. Eles vão desde o equipamento usado, até o operador ou material em uso. Outro ponto a ser observado são os efeitos variáveis da soldagem. Embora dependam muito do processo utilizado, em geral se aplicam a todos os que utilizam de arco elétrico. Veja quais são as principais variáveis da soldagem e quais os seus efeitos.

 

Corrente de soldagem 

Esse é o principal parâmetro que influencia as taxas de deposição. É o mais utilizado para melhorar a eficiência do processo e influencia diretamente a penetração do cordão. 

 

Tensão do arco

Embora influencie muito pouco nas taxas de deposição ela interfere em outros aspectos da solda, como a forma do cordão (largura e altura do reforço).

 

Velocidade de soldagem 

Também influencia pouco nas taxas de deposição. Sua variação no entanto influencia no aporte de energia e o formato de cordão e, falando em termos de produtividade, pode também influenciar o número de passes,. Isso ocorre pois, quanto menor a velocidade, mais o soldador irá depositar por unidade de medida (ao invés de por tempo), diminuindo assim o número de passes.

 

Velocidade de alimentação do arame 

Esse é o mesmo parâmetro que a corrente de soldagem. Assim, quanto maior a taxa de arame, maior a taxa de deposição e, consequentemente, a corrente de soldagem.

 

Extensão do eletrodo 

Também conhecido como stick-out, tem uma influência diretamente proporcional na solda: quanto maior a distância, maior será o aquecimento do eletrodo. Assim, por efeito, o eletrodo esquenta e permite que a corrente seja aumentada num patamar maior que o convencional.

 

Diâmetro do eletrodo 

O diâmetro do eletrodo proporciona uma capacidade de suportar correntes mais elevadas. É importante entretanto lembrar que o parâmetro que deve ser medido é o da densidade de corrente.

 

Densidade de corrente 

Pode ser encontrado através da equação: D = A / mm². A densidade aumenta para diâmetros de eletrodos menores; assim, quanto maior a densidade de corrente, o eletrodo se aquecerá mais rapidamente, aumentando a taxa de deposição

 

Polaridade 

Em algumas aplicações, a troca da polaridade inversa (CCEP) para direta (CCEN) permite aumentos significativos nas taxas de deposição, que podem chegar a 30% ou mais.

 

Calor imposto

Também conhecido como heat input, o aporte térmico (J/mm) é a quantidade de energia depositada por unidade de tempo, expressa pela equação: H = (U.l) ? / Vs (em que: U = tensão do arco em Volts; l = corrente elétrica de soldagem em amperes; ? = eficiência do processo e Vs = velocidade de soldagem – deslocamento – em mm/min). O uso dessa fórmula de aporte de energia é muito útil no desenvolvimento e no aprimoramento dos processos de soldagem em busca de taxas de deposição com valores maiores.

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