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Curiosidade: Processo de Soldagem no Espaço

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Já falamos sobre a solda subaquática (entenda mais clicando aqui), e assim como em todos os tipos de ambientes e estruturas metálicas, as estações espaciais, foguetes e estruturas do espaço construídas pelo homem também precisam de reparos e manutenção recorrente, e isso inclui a solda de peças e superfícies metálicas. Mas como é feita a solda no espaço?
 
No dia 3 de Junho de 1965, o astronauta Ed White foi o primeiro homem a ser lançado no espaço, se movimentando através de um equipamento que projetava oxigênio pressurizado. Porém, ao retornar à nave, a tripulação se viu em meio à um problema, já que a escotilha não estava fechando corretamente. Na teoria, seria necessário que eles abrissem novamente a escotilha para jogar para fora todos os equipamentos que não seriam necessários para continuar a missão, porém, foi decidido que a escotilha não seria mais aberta de forma alguma.
 
 

A "armadilha" da soldagem a frio no espaço

Mas o que será que causou o problema na escotilha? Acredite, se duas peças de metal que tenham propriedades semelhantes quanto à sua composição se tocam no espaço, mesmo sem qualquer revestimento, elas se unem instantaneamente devido à força do vácuo, e ficam permanentemente unidas, sem o uso de qualquer tipo de aquecimento ou derretimento de uma das peças. Este processo é chamado de soldagem a frio, e foi exatamente este fenômeno que causou o problema para Ed White e sua tripulação.
 
Basicamente, isto acontece pois a estrutura fundamental dos metais contém  íons carregados positivamente,  que navegam em um mar de eléctrons carregados de energia negativa. Devido à gravidade, na Terra, a camada de superfície de um metal reage com o oxigênio  na atmosfera e cria uma camada oxida protetora, o que previne que dois pedaços de metais se unam em sua forma sólida e em temperatura ambiente, por exemplo.
 
Porém, no espaço, esta camada oxida não existe, logo, quando as peças de metais com polos negativos e positivos se tocam, elas acabam se fundindo instantaneamente já que seus átomos se misturam uns com os outros, como se fossem parte de uma peça só. Obviamente este processo acaba afetando em todos os tipos de construções quando se trata de estruturas espaciais.
 
Porém, para que a união destes metais aconteça, é necessário que os metais estejam em sua forma mais pura, pois se estiverem contaminadas por outros tipos de componentes ou pela camada oxida criada na Terra, gordura ou até sujeira, a fusão dos metais demoraria muito mais tempo.
 
Por este não ser um processo muito comum, existe um projeto chamado ISSI – In-Space Soldering Investigation, do qual o objetivo é descobrir como os processos de soldagem funcionam em um ambiente sem gravidade, e garantir a segurança de astronautas em suas viagens para o espaço.
 
Algumas medidas são necessárias em estruturas metálicas no espaço para que não ocorra a soldagem a frio acidentalmente, acarretando em problemas. Um delas é usar plástico e cerâmica nas estruturas e evitar que os metais se toquem, ou usar diferentes tipos de metais que não contenham a mesma propriedade, e a terceira é utilizar camadas protetoras em volta dos metais com componentes que demorem a se degradar no espaço.