Novidades

Início > Novidades > Guia da Soldagem com Eletrodo Revestido

Guia da Soldagem com Eletrodo Revestido

  • Minas Gerais mg Extrema ver
  • Minas Gerais mg Poços de Caldas ver
  • Minas Gerais mg Pouso Alegre ver
  • São Paulo sp Atibaia ver
  • São Paulo sp Campinas ver
  • São Paulo sp Itatiba ver
  • São Paulo sp Jundiai ver
  • São Paulo sp Limeira ver
  • São Paulo sp Mogi Guaçu ver
  • São Paulo sp Paulinia ver
  • São Paulo sp Piracicaba ver
  • São Paulo sp São Paulo ver
  • São Paulo sp Sorocaba ver

06 Etapas para Melhorar sua Soldagem com Eletrodo Revestido

 

Introdução
A técnica do processo de soldagem com eletrodo revestido (SMAW) possui cinco elementos básicos: configuração da corrente, comprimento do arco, ângulo do eletrodo, manipulação do eletrodo e velocidade de deslocamento
Dominar estes elementos pode melhorar significativamente os resultados de sua solda.
Este artigo técnico ilustrado fornece seis etapas para melhorar sua soldagem com eletrodo, incluindo imagens úteis que demonstram a técnica correta e incorreta. Ele busca ajudar soldadores iniciantes e todos os outros que veem a solda com eletrodo revestido como um processo difícil de aprender.
 
Antes de soldar: prepare bem seu material
Enquanto a soldagem com eletrodo pode ser um processo mais flexível em metal sujo ou oxidado, não use isso como desculpa para não preparar corretamente o material. Use uma escova para remover sujeiras ou ferrugem da área a ser soldada. Se você não fizer isso, está diminuindo suas chances de fazer uma boa solda.
Peças sujas podem levar a trincas, porosidade, falta de fusão ou inclusões na soldagem. Também certifique-se de ter um local limpo para colocar a garra. Uma boa conexão elétrica é importante para manter a qualidade do arco.
Em seguida, posicione-se para que você tenha uma boa visão da poça de solda. Para a melhor visão, mantenha a cabeça afastada da fumaça, para que você possa ter certeza de que está soldando a junta e mantendo o arco na ponta da poça. Tenha certeza de que sua posição permitirá que você segure e manipule confortavelmente o eletrodo.
 
 
Configuração da Corrente
O eletrodo que você selecionará determinará se sua máquina deve ser configurada em DC positivo, DC negativo ou AC. Certifique-se de ter configurado corretamente para sua aplicação.
O eletrodo positivo fornece cerca de 10% mais penetração do que AC, enquanto a polaridade direta DC (eletrodo negativo), solda melhor os metais mais finos.
A configuração de amperagem correta depende principalmente do diâmetro e do tipo de eletrodo que você seleciona. O fabricante do eletrodo geralmente indica os intervalos de operação dos eletrodos na caixa.
Selecione a sua amperagem com base nos itens abaixo:
- Eletrodo: uma regra geral é de 40 ampères para cada 1mm de diâmetro do eletrodo (veja a imagem 1);
- Posição da soldagem: deve se considerar que há cerca de 15% menos calor para o trabalho de sobrecarga em comparação com uma solda plana;
- Inspeção visual da solda acabada.
Ajuste a sua corrente de 5 a 10 ampères por vez, até atingir a configuração ideal.
Se a sua amperagem estiver muito baixa, seu eletrodo apresentará dificuldades para abrir o arco, grudando bastante na peça (veja a imagem 2 abaixo).
Sua amperagem pode estar muito alta se, uma vez que você começa um arco, a poça é excessivamente fluida e difícil de controlar, o seu eletrodo “queima” pela metade ou o arco faz um barulho mais alto do que o normal. Muito calor também pode afetar negativamente as propriedades de fluxo do eletrodo.
 
Comprimento do Arco
O comprimento correto do arco varia de acordo com cada eletrodo e aplicação. Como um bom ponto de partida, o comprimento do arco não deve exceder o diâmetro da porção metálica (núcleo) do eletrodo.
Arcos excessivamente longos (demasiada tensão) produzem respingos, baixas taxas de deposição, escorregas e muitas vezes deixa porosidade.
Nas primeiras tentativas de solda com eletrodo revestido é comum usarmos um arco muito longo, possivelmente para ajudar a obter uma visão melhor do arco e da poça.
Se você tiver dificuldades para ver a poça, mude de posição. O arco não deve ser prolongado. Comece por encontrar uma boa posição do corpo que lhe dê uma visão adequada da poça, enquanto também permite que você estabilize e manipule o eletrodo. Um pouco de prática mostrará que um comprimento de arco reduzido e controlado melhora a aparência do cordão e minimiza os respingos.
 
 
Ângulo do eletrodo
A soldagem com eletrodo na posição plana, horizontal e acima da cabeça usa movimentos de ”arrastar". Segure o eletrodo perpendicular à junta e, em seguida, incline a parte superior na direção do deslocamento, aproximadamente 5 a 15 graus. Para soldar verticalmente, use um movimento de “empurrar” e incline a parte superior do eletrodo de 0 a 15 graus de distância da direção do deslocamento.
 
Manipulação do eletrodo
Cada soldador manipula o eletrodo de sua própria maneira. Desenvolva seu próprio estilo observando os outros, praticando e observando quais técnicas produzem os melhores resultados. Note-se que em materiais finos, fazer a oscilação com o eletrodo normalmente não é necessário porque o cordão será mais amplo do que o necessário. Em muitos casos, um cordão reto é tudo o que você precisa.
Para criar um cordão mais largo em material mais espessos, manipule o eletrodo de um lado para o outro, criando uma série contínua de círculos parcialmente sobrepostos em um padrão "Z", semicírculo ou padrão. Limite o movimento lado a lado para 2 vezes o diâmetro do núcleo do eletrodo. Para cobrir uma área mais ampla, faça várias passagens ou use a técnica de “escamas”.
Ao soldar verticalmente, você deve se concentrar em soldar os lados da junta. O meio se completará sozinho. Mova-se lentamente o suficiente para que a poça de solda possa adquirir consistência. Se necessário, pause ligeiramente nos lados para garantir um "encaixe" sólido na parede lateral. Se a sua solda parece escamas de peixe, você avançou muito rápido e não segurou o suficiente nos lados.
 
Velocidade de deslocamento
Sua velocidade de deslocamento deve permitir que você mantenha o arco no primeiro terço da poça de solda.
Deslocar-se muito devagar produz um grânulo largo e convexo com penetração superficial e a possibilidade de "gotas frias", onde a solda parece estar simplesmente colocada na superfície do material.
Já velocidades de deslocamento excessivamente rápidas também diminuem a penetração, criam um cordão mais estreito e/ou altamente coroado, e possivelmente gerará falta de preenchimento e mordeduras. Na imagem abaixo você pode observar como o cordão aparenta ser inconsistente, como se a poça estivesse tentando manter-se.